Tinha saudades.
Escrevo. Apago. Volto a escrever.
Sirvo-me dela, da palavra, deixo que entre na minha alma.
Que percorra o meu corpo, que me conheça.
Escrevo. Apago. Volto a escrever o que tinha apagado.
A tinta que escorre no papel,
confunde-se no doce bailado melancólico de sentimentos.
Escrevo lágrimas, fúrias e risos.
Escrevo. Escrevo porque me liberta, porque me aprisiona.
Descansa caneta, amanhã voltamos a viver.
Maria
Wednesday, January 10, 2007
Thursday, October 19, 2006
A cerca de um tal coração que bate e que se confunde com a casa das máquinas.
Ás gentes do mundo esperam-lhe pouco mais do que pouco tempo, um tempo escasso e contado, aonde o futuro é agora e o agora é passado sem falsos pretensionalismos nem rodeios desconhecidos . Um falso tempo controlado de uma forma rigorosa por milhares de militares de tic-tac’s descoordenados entre si mas presos num ciclo de mais uns tantos minutos, são a estes que um relógio brinca e vai dançando enquanto, parado, vê os outros a correr. Tic-tac, tic-tac, um segundo, outro e mais dois e enquanto eu efabulo já passaram outros tantos, tantos e tão escassos, tão areia, tão água, tão tudo aquilo que nos escorre entre os dedos e se perde porque não há tempo de sobra para começar-mos de novo.
A cidade cresce, vive com o trânsito, os carros, máquina leão de tudo e mesmo assim, por um número sem conta, são obrigados a parar. Pessoas atravessam a rua, verde, vermelho, verde amarelo vermelho, sempre e sempre. Aqui o comboio não cede, mantêm-se calmo e sereno e no seu corpo de aço se impõem entre os caminhos de Portugal, socialista como é, vai encontrando em cada paragem não uma imposição do Sr.General, mas sim uma composição mais completa, mais motivos para continuar viagem.
Vila Franca já ficou para trás e os segundos não deixaram de contar, e os segundos em minutos e os minutos em eternas horas, não muito sessenta até uma completa, que a vista não alcança numa trança com a extensão azul por cima e uns quantos verdes ao longe.
Hoje as palavras escorrem-me, como o tempo, perdem-se dentro de mim e quando por alguma razão saiem, parecem tão contra si, tão contra a sua natureza que algo bonito transforma-se num monstro de sentimentos, sem Sr.General a comandar, porque se alguma coisa que ele não pode mandar é na minha alma. Grito liberdade, como o meu povo já gritou, e decreto a abolição imediata do tempo.
A cidade cresce, vive com o trânsito, os carros, máquina leão de tudo e mesmo assim, por um número sem conta, são obrigados a parar. Pessoas atravessam a rua, verde, vermelho, verde amarelo vermelho, sempre e sempre. Aqui o comboio não cede, mantêm-se calmo e sereno e no seu corpo de aço se impõem entre os caminhos de Portugal, socialista como é, vai encontrando em cada paragem não uma imposição do Sr.General, mas sim uma composição mais completa, mais motivos para continuar viagem.
Vila Franca já ficou para trás e os segundos não deixaram de contar, e os segundos em minutos e os minutos em eternas horas, não muito sessenta até uma completa, que a vista não alcança numa trança com a extensão azul por cima e uns quantos verdes ao longe.
Hoje as palavras escorrem-me, como o tempo, perdem-se dentro de mim e quando por alguma razão saiem, parecem tão contra si, tão contra a sua natureza que algo bonito transforma-se num monstro de sentimentos, sem Sr.General a comandar, porque se alguma coisa que ele não pode mandar é na minha alma. Grito liberdade, como o meu povo já gritou, e decreto a abolição imediata do tempo.
Saturday, September 09, 2006
Rum
A vida não dá. Não deixa dar e se tiver que tirar, tira. Mas a vida não proíbe, não te diz como fazer as voltas do duende, como cavalgar num unicórnio, como se pegasse num mais pequeno bocado de pântano escuro e desse uma pequena luz, de fada brilhantina, de asinhas de seda e cabelo de ouro.
A vida, madrasta, por muito que não, é como nos contos de fadas. Dá uma lição, grande. As irmãs da gata borralheira descobriram, e eu e tu também.
Não é que seja difícil, não o é, ela fa-lo por não o ser, temos é que nos descobrir, a nós, depois a nós, e só depois aos outros.
Não podemos esperar que seja fácil quando não nos conhecemos quando não descobrimos o nosso botão on dos nossos poderes mágicos. Não queria usar a palavra fácil, porque não me parece justo. Nada é fácil, apenas te custa menos ou mais. Estaria adepta de começar-mos a dizer, no mínimo, que era azul triste.
Azul triste, então, é estar fechado dentro do teu conto.
Num conto de sol vermelho do lado direito e uma lua de prata no teu lado esquerdo, de luzinhas simpáticas em volta de ti, numa fortaleza.
Uma fortaleza de areira sem pedras, sem rechas, sem nada que magoe os teus pés e no entanto tão forte que capaz de te proteger de tudo aquilo que sempre imaginas-te em pesadelos. De um Dragão gigante cuspidor de chamas e de garras de aço, de um Polvo que te engula ao segundo que não olhes para trás, de meninos perdidos e de pedrinhas de desejo más, isto é azul triste, a fortaleza e o sol e a lua são verde claro.
Verde claro é, ondinhas a rebentar. Quentes, confortantes e protectoras de um mar sem fim e de um sal sem infinito.Verde claro é bom, assim como as cores, muitas e diferentes. Como o tacto, porque acho que o tacto têm côr como o paladar, o cheiro e a audição. A visão não.
A visão proíbe-te. Proíbe-te de saboreares a vida de verdade. Tira-te as cores, por muito que aches o contrário.
De uma lição ou outra, temos sempre um final, se não é feliz para mim é porque provavelmente será para ti. Não que sejamos felizes obrigatoriamente com a miséria dos outros, porque não o sou, funciono como um espelho mágico num feitiço muito poderoso. Se é mau para quem estou é porque ... é porque tenho quase a certeza que é mau para mim também.
As pessoas que andam aí não vêem isso, andam com talas, não nos olhos, mas nos outros sentidos, é por isso que não sabem, que não vivem. Melhor respiram e vão achando que atravês de coisas menos boas são felizes. Tolos! Tolos como o irmão esperto ou o mais velho do dono do gato das botas.
E é nesta terra, de cores e sabores, nesta terra aonde o trigo jorra entre a erva verde que me entretenho, vou escrevendo o que a vida me vai ensinando, daquelas lições que quase ninguém tacteia nem prova.
Aprendam a estar mais tempo de olhos fechados e confiem na vossa fada, na vossa alma. Passem mais tempo connvosco e menos com os vossos medos.
A vida, madrasta, por muito que não, é como nos contos de fadas. Dá uma lição, grande. As irmãs da gata borralheira descobriram, e eu e tu também.
Não é que seja difícil, não o é, ela fa-lo por não o ser, temos é que nos descobrir, a nós, depois a nós, e só depois aos outros.
Não podemos esperar que seja fácil quando não nos conhecemos quando não descobrimos o nosso botão on dos nossos poderes mágicos. Não queria usar a palavra fácil, porque não me parece justo. Nada é fácil, apenas te custa menos ou mais. Estaria adepta de começar-mos a dizer, no mínimo, que era azul triste.
Azul triste, então, é estar fechado dentro do teu conto.
Num conto de sol vermelho do lado direito e uma lua de prata no teu lado esquerdo, de luzinhas simpáticas em volta de ti, numa fortaleza.
Uma fortaleza de areira sem pedras, sem rechas, sem nada que magoe os teus pés e no entanto tão forte que capaz de te proteger de tudo aquilo que sempre imaginas-te em pesadelos. De um Dragão gigante cuspidor de chamas e de garras de aço, de um Polvo que te engula ao segundo que não olhes para trás, de meninos perdidos e de pedrinhas de desejo más, isto é azul triste, a fortaleza e o sol e a lua são verde claro.
Verde claro é, ondinhas a rebentar. Quentes, confortantes e protectoras de um mar sem fim e de um sal sem infinito.Verde claro é bom, assim como as cores, muitas e diferentes. Como o tacto, porque acho que o tacto têm côr como o paladar, o cheiro e a audição. A visão não.
A visão proíbe-te. Proíbe-te de saboreares a vida de verdade. Tira-te as cores, por muito que aches o contrário.
De uma lição ou outra, temos sempre um final, se não é feliz para mim é porque provavelmente será para ti. Não que sejamos felizes obrigatoriamente com a miséria dos outros, porque não o sou, funciono como um espelho mágico num feitiço muito poderoso. Se é mau para quem estou é porque ... é porque tenho quase a certeza que é mau para mim também.
As pessoas que andam aí não vêem isso, andam com talas, não nos olhos, mas nos outros sentidos, é por isso que não sabem, que não vivem. Melhor respiram e vão achando que atravês de coisas menos boas são felizes. Tolos! Tolos como o irmão esperto ou o mais velho do dono do gato das botas.
E é nesta terra, de cores e sabores, nesta terra aonde o trigo jorra entre a erva verde que me entretenho, vou escrevendo o que a vida me vai ensinando, daquelas lições que quase ninguém tacteia nem prova.
Aprendam a estar mais tempo de olhos fechados e confiem na vossa fada, na vossa alma. Passem mais tempo connvosco e menos com os vossos medos.
Monday, August 14, 2006
Pour Elizabeth
Era uma vez uma menina pequenina. Uma menina que tinha tanto de força como de bonita. Uma menina Mulher que estendia a mão se qualquer pretensão de voltar com ela cheia. Era uma vez uma menina de cabelos pretos e compridos como lã. Uma menina autêntica e capaz de nos fazer melhor com um sorriso.
Sabes que estou sempre aqui.
Obrigada.
Da tua,
Maria.
Sabes que estou sempre aqui.
Obrigada.
Da tua,
Maria.
Thursday, June 15, 2006
Da tela nasce vida
Para mim, num terceiro se esconde a verdadeira sorte. Que me faça mulher e feliz.
Papoilas, Papoilas, rainhas de sí mesmas, há muito que desejava ver a nossa côr porque não é em vós o cheiro que se entrelaça com o meu pulsar. Criadas por um píncel mudo, escorregadio e sujo, cederam-me uma estória de desencantar, ilustrada por irmãs mergulhadas em azeite, fúnebres e lustrosas, que fizeram nascer nessa tela sons de um píanista feito para embalar.
Nasce a Maria, menina, no meio das mães acarinhada pela morfina da sua pele.
Cresce a Maria e a escuridão de criança sozinha e perdida reflecte-se na atracção pela noite aquando da sua queda.
Num movimento brusco a firmeza da presença de menina grita e abafa as papoílas esquecidas na loucura.
Passam-se anos, anos e anos e a Maria Mulher, crescida na noite, torna-se maior, Maios do que a lua, maior do que a miséria, maior do que a noite que a viu crescer.
Vai, ela, orientando-se por candelabros incertos, espelhos das almas urbanas espalhadas na gravilha da sua terra.
- Papoilas, Papoilas aonde estão?
O medo cobriu a Noite e a escuridão revelou-se escura, as Papoilas tornaram-se não mais do que recordações que não enchiam por dentro e a Maria, sozinha e sem final para a sua estória, procura quem a alimente, não de vida mas com uma tela em branco.
Papoilas, Papoilas, rainhas de sí mesmas, há muito que desejava ver a nossa côr porque não é em vós o cheiro que se entrelaça com o meu pulsar. Criadas por um píncel mudo, escorregadio e sujo, cederam-me uma estória de desencantar, ilustrada por irmãs mergulhadas em azeite, fúnebres e lustrosas, que fizeram nascer nessa tela sons de um píanista feito para embalar.
Nasce a Maria, menina, no meio das mães acarinhada pela morfina da sua pele.
Cresce a Maria e a escuridão de criança sozinha e perdida reflecte-se na atracção pela noite aquando da sua queda.
Num movimento brusco a firmeza da presença de menina grita e abafa as papoílas esquecidas na loucura.
Passam-se anos, anos e anos e a Maria Mulher, crescida na noite, torna-se maior, Maios do que a lua, maior do que a miséria, maior do que a noite que a viu crescer.
Vai, ela, orientando-se por candelabros incertos, espelhos das almas urbanas espalhadas na gravilha da sua terra.
- Papoilas, Papoilas aonde estão?
O medo cobriu a Noite e a escuridão revelou-se escura, as Papoilas tornaram-se não mais do que recordações que não enchiam por dentro e a Maria, sozinha e sem final para a sua estória, procura quem a alimente, não de vida mas com uma tela em branco.
Saturday, April 22, 2006
Carrinho de choro
De olhos fundos e aguados.
O corpo pendia pelos
ponteiros
[ ao fundos três homens embriagados
mostravam o que mais frágil a sua
raça têm]
chorava numa agonia que
não era sua,
que só mostrava.
As horas não passavam,
são tormentos, senhor
punindo-nos com o que
mais tememos, o envelhecer.
Esquizofrenia quente, sufocante , peste deste século,
O tempo não existe
O tempo é nossa invenção.
O corpo pendia pelos
ponteiros
[ ao fundos três homens embriagados
mostravam o que mais frágil a sua
raça têm]
chorava numa agonia que
não era sua,
que só mostrava.
As horas não passavam,
são tormentos, senhor
punindo-nos com o que
mais tememos, o envelhecer.
Esquizofrenia quente, sufocante , peste deste século,
O tempo não existe
O tempo é nossa invenção.
Friday, March 03, 2006
Thursday, February 16, 2006
desabafo
neve, neve, neve, donde cais tu, neve, para onde tu vais neve?
Sinto-me deprimente como o branco, vazia e saturada.
Não consigo escrever assim, mas a vontade de o fazer para me encher faz com que o meu peito colida e a minha razão desapareça.
Sinto-me deprimente como o branco, vazia e saturada.
Não consigo escrever assim, mas a vontade de o fazer para me encher faz com que o meu peito colida e a minha razão desapareça.
Saturday, February 11, 2006
Tuesday, January 03, 2006
Friday, December 30, 2005
Um bilhete para o Porto, por favor.
Schhhhhhh, fala baixo.
Quem é que nos vai ouvir?
De hora em hora contavamos um carro na praça, e eu não conseguia suprimir a vontade de andar no meio da estrada, e ai lembro-me do Roçar das mãos dele no meu nariz, da forma como o whisque nos levou até Macedo e de como ele jurava que morria senão lhe dessem o que ele queria. Vila, Vila, os teus dias são decididos como dias ou não de sorte, e foi num desses dias que o frio foi apenas uma desculpa. Vila, Vila, que não se gosta de ti no primeiro dia, mas eu rendi-me, não me dei mas quase. E a duas horas e meia ficas longe de mim, ai Vila, Vila, que tu como eu, Flor.
Wednesday, December 21, 2005
Bonjour Marieeeee
UUUUh lálá, em boa verdade vos digo, o tempo urge e ruge.
Não é em Paris que o Sol me vai aquecer, mas é lá que espero que ele me aqueça.
1MARTINS/LIGIAMRS 2.1BARROS/FILIPAMS 3.1SANTOS/ANAMS
TP 464 04FEB OPOORY 0930 1225
TP 469 11FEB ORYOPO 2015 2115
Não é em Paris que o Sol me vai aquecer, mas é lá que espero que ele me aqueça.
1MARTINS/LIGIAMRS 2.1BARROS/FILIPAMS 3.1SANTOS/ANAMS
TP 464 04FEB OPOORY 0930 1225
TP 469 11FEB ORYOPO 2015 2115
Wednesday, December 14, 2005
Sardinha
Oitenta e um são os gatos, dos oitenta e um gatos que eu poderia ter. Todos eles gatos, a miar em laranja e andar em pontas, porque dos meus oitenta e um gatos só um que não cai com segurança. É-me de pertença e herança o gato, que sem miar e sem cair me encanta com danças mágicas com o seu pêlo preto. Preto com escuro, preto como a estrada, preto como a morte, é ele, dos meus oitenta e um gatos o que mais me adora. Preto, Preto aonde estás? Miauuuuuuuuuu. Preto, Preto aonde estás? O escuro tinha engolido o Preto e o Preto desaparecido no escuro. Cauda acima, cauda abaixo, o Preto, o menos gato dos meus gatos . Os meus oitenta e um gatos, que se não fosse o Preto seriam oitenta. Todos tão especiais como o Preto, mas brancos.
Alberto?
Cara lavada. 24 de Agosto, ao fim de uma tarde com sabor a canela nas nossas terras quentes. O jeito poeirento de sentires a bola de trapos a marcar o golo. A minha mãe chama-me para jantar, amanhã tenho escola . Só Moçambique sabe do que eu estou a falar.
Thursday, December 08, 2005
Volume
O mês de Dezembro ameaça-me com aquilo que mais me fere, chuva.
Contra isso, a nostalgia.
A Salsa e o Manjericão e o cheiro de peixe grelhado misturado com uma deliciosa maresia fazem-me sentir em casa. Fazes-me falta Armação. As noites estreladas passadas com os pés molhados e cheios de areia fazem advinhar um riso feliz e um mistério de um sem número de pessoas e cidades proíbidas. Aquilo que aquele pedaço de mar já me ofereceu jamais poderei retribuir, assim como aquele café terrakota. Saudoso Mar. Saudosa Areia. Saudosas pedrinhas do passeio. Continuo a não saber porque que a minha pele dourada combina tão bem contigo.
Amo-te, só a ti, Armação,
Da tua, Maria
Tuesday, November 08, 2005
5 Razões para te amar
Recordações de algo que nunca existiu,
é assim que descrevo o que a alma não consegue.
Como se não tivesse ar …
A tua mão no meu cabelo,
a tua voz no meu ouvido,
embalas-me com a tua respiração,
que melancolicamente me nostalgia.
Quiseste amar-me no puro sentido,
e eu quis que mergulhasses na minha essência,
chama que persiste em aquecer a alma,
beleza intensa que me suga a pele,
fazes o tempo passar lentamente,
enquanto penso porque me fazes ficar assim,
louca, louca e feliz.
Tuesday, November 01, 2005
Meus pincéis
Porque hoje fui Frida em vez de Maria e a propósito da noticia do comenius.
Palavras corridas e escritas em jeito de traço de viagem enquanto as janelas nos ofereciam mais que um enamoro de fotografias, partimos num ambicioso desconhecido, numa trilha coberta de cheiros e odores do real. Abusamos verdadeiramente dos nossos sentidos, antes pouco usados. Olfacto, visão, audição, tacto, paladar. O ar é diferente, é pintado numa tela de vida que teima em fazer acontecer. Delicia-nos. O coração que bate confunde-se com a casa das máquinas.
Queremos esquecer, perder, encontrar ou recordar aquelas vidas. Queremos, pois elas deixam marca.Basta.
Distingo as viagens como aquilo que mais me preenche a alma, lembro-me que algumas horas de puro êxtase ou tristeza foram passadas num taxi ou num comboio. O meu comboinho.Num jeito de adeus sinto o cheiro de S.Bento. Descança, coração, descança que a noite é longa.
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